sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

100 Times Mais Valiosos do Mundo em 2013


Por: Emerson Gonçalves. Fonte: Globo Esporte
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Salvador, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)


CARA DA RIQUEZA


Antes de mais nada: esse trabalho apresenta apenas e tão somente os valores estimados para os times, vale dizer, o elenco principal de cada um deles, e nada, absolutamente nada tem a ver com valor de marca, história, patrimônio, tamanho de torcida ou receitas.
Simplificando: é a soma dos valores estimados de cada um de seus jogadores.
Esses valores são levantados de acordo com os critérios da Pluri Consultoria, responsável por ele.
Ah, sim, em tempo: o valor da multa rescisória ou o valor de transferência de um atleta, nada tem a ver com o seu valor estimado de mercado de acordo com esse estudo, pois não são levados em consideração em sua formação.

Esse é o terceiro ano que a Pluri apresenta esse trabalho, ao lado de outros específicos sobre o Brasil e América do Sul. Em 2013, os 100 times mais valiosos do mundo chegaram ao final do ano com um valor estimado de € 14,6 bilhões, um crescimento de 5,1% sobre 2012.
O valor médio de cada jogador evoluiu 6,6% e chegou a € 5,4 milhões.
Barcelona e Real Madrid, sem surpresas, mantiveram-se em primeiro e segundo lugares.
O Bayern, confirmando sua ascensão no campo, passou de quinto para terceiro, o Manchester United caiu para a sexta posição, atrás do City e do Chelsea.
Pós-Ferguson, fica clara a transição por que passa o United em campo, enquanto no marketing segue de vento em popa mundo afora.
Considerando os valores médios dos jogadores, temos uma inversão:
Real Madrid em 1º e Barça em 2º, com o Manchester City em 3º lugar.






 


 




Essa é uma lista exclusiva: só tem europeus.
Opa, nem tanto, ela é quase exclusiva:
4 times brasileiros aparecem nela, reduzindo os europeus para “apenas” 96.



Os brasileiros

Os brasileiros entre os 100 + de 2013 são o Cruzeiro, Corinthians, Internacional e São Paulo.
Sem grandes motivos para festejos, entretanto, uma vez que o primeiro brasileiro é somente o 82º da lista.
Uma nota chata, mas condizente com a queda de 25 para 21 jogadores em ação no Brasil entre os 100 + do mundo (ver post anterior): os 7 clubes brasileiros de 2012 passaram a ser 4.
Saíram da lista dos 100 + o Santos, Fluminense, Atlético Mineiro e Grêmio.
Entrou o campeão brasileiro de 2013, o Cruzeiro.
Esses quatro times que saíram da lista dos 100 + e outros doze brasileiros estão entre os 400 mais valiosos do mundo.





O valor de mercado dos clubes Brasileiros entre os 100 maiores caiu 59,8%, passando de € 592 milhões para € 238 milhões.
O maior valor foi atingido em 2011: € 626 milhões.



 


Entradas & Saídas

Entraram 15 novos nomes na lista, com 14 europeus ao lado do Cruzeiro: Monaco (França), Eintracht-Frankfurt e Freiburg (Alemanha), Cardiff e Crystal Palace (Inglaterra), Catania e Sassuolo (Itália), Kuban Krasnodar e Krasnodar (Rússia), Bursaspor (Turquia), Standard Liége e Club Brugge (Bélgica), Real Betis (Espanha) e Feyenoord (Holanda).
Saíram, além dos quatro brasileiros: Toulouse, Montpellier (França), Villareal, Malaga, Granada e Getafe (Espanha), Bologna e Palermo (Itália), Blackburn, Bolton e Wolverhampton (Inglaterra).



Medalhistas no Salto em Altura

Medalha de ouro para o Monaco, turbinado por petrodólares ou petroeuros, tanto faz, que nem aparecia entre os 100 + e já ocupou a 17ª posição de time mais valioso.
O salto de posição e a valorização de 347% do Monaco foram tão grandes, que em segundo lugar aparece o Southampton, com 64% e depois o Cruzeiro e o Real Sociedad, com 53% de valorização.
Sem medalha, mas líder no salto para baixo, aparece o Santos. Sem Neymar, e como já era esperado, passou da 40ª posição para a 162ª, perdendo 63,1% do valor, superando o São Paulo, que perdeu 52,9%, não só pela saída de Lucas. Em terceiro lugar nas quedas, um time russo: o Anzhi, que caiu 49,8%.



Países

Inglaterra em primeiro lugar: 22 clubes, com valor total de € 3,9 bilhões. Depois, bem abaixo, vem a Espanha com 9 clubes e valor total de € 2,1 e Itália, com 14 clubes valendo € 2,1 bilhões.
Os 100 jogadores estão divididos por 14 países, entre os quais o Brasil ocupa a 10ª posição, depois de ter sido o 7º em 2012.
Entre os principais países, os clubes da Bélgica (+126%) e da Rússia (+18,6%) foram os que apresentaram maior elevação média de valor, enquanto os clubes brasileiros (-59,8%) e holandeses (-17,4%) tiveram as maiores perdas.





Comentário do OCE
Nossos clubes continuam não tendo condições de competitividade com os europeus, apesar de alguns números de faturamento impressionarem. Os jovens valores optam por deixar o país rumo à Europa, não só por dinheiro, mas também por maiores e melhores perspectivas. E para jogar num futebol que, de maneira geral, está em melhor condição técnica que o nosso. A política de trazer jogadores veteranos ou alguns nem tanto, mas já sem mercado entre os clubes europeus, cria alguma ilusão, mas deixa a desejar em resultados mais consistentes, levando à formação de times efêmeros, que não poucas vezes não duram uma temporada.
É possível que a introdução do Fair Play Financeiro, se realmente acontecer, altere esse quadro. O grande problema será manter os torcedores satisfeitos, o que só acontece, entre nós, com títulos, títulos, títulos… Nossos clubes, todavia, estão a precisar de futebol e não de títulos. Porque atrás dos títulos há sempre uma montanha de contas a pagar. Que não são pagas, são jogadas para o futuro, criando um círculo vicioso de saída muito difícil, em vias de se tornar quase impossível. A menos que…
A menos que o Estado propicie mais um perdão de dívidas, devidamente disfarçado por prestação de serviços, formação de atletas olímpicos e outras bonitas promessas.



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