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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Brasil conquista o quarto título da Copa das Confederações sem sentir o dissabor da derrota

Por: Jorge Luiz da Silva. Fotos: Ricardo Matsukawa / Terra
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)


Após a realização de 16 jogos no período de 15 a 30 de junho chegou ao final a nona edição da Copa das Confederações.
8 seleções divididas em dois grupos disputaram o título máximo em estádios brasileiros.
O selecionado canarinho foi o único que conseguiu vencer todos os 5 confrontos,
conquistando consequentemente mais um troféu para a sua galeria.


38 homens gols marcaram 68 tentos proporcionando a excelente média de 4,25 por partida.
Sendo que três deles vazaram as suas próprias metas, são os artilheiros negativos.
Usando a cabeça foram assinalados 8
Em cobrança de falta nasceram 5
Dentre as 7 penalidades máximas registradas foram convertidas 4
Enquanto que outros 48 gols foram marcados de forma normal,
de dentro e de fora da área, em chutes certeiros e colocados.




Confira com exclusividade detalhes estatísticos do certame:


Raio-X

Vitórias mandantes: 8

Vitórias Visitantes: 6
Total de Vitórias: 14
Empates: 2
Jogos: 16


Gols mandantes: 42
Gols visitantes: 26
Total de Gols: 68
Média de gols: 4,25



Ataque Mais Positivo: Espanha, 15 gols marcados
Defesa Menos Vazada: Brasil, 3 gols sofridos.
Defesa Mais Vazada: Taiti, 24 gols sofridos
Ataque Menos Positivo: Taiti, 1 gol
Equipe que mais venceu: Brasil (5 vezes)
Equipes que mais perderam: Taiti e Japão (3 vezes)
Equipe Invicta: Brasil (0 derrota)
Equipes que não venceram: Taiti e Japão
Equipe que mais empatou: Itália (2 vezes)
Principais Artilheiros: Fernando Torres (Espanha) e Fred (Brasil), 5 gols
Goleiros Menos Vazados:

Silva (Uruguai), Reina e Valdés (Espanha), 0 gol sofrido
Melhor Goleiro: Júlio Cesar (Brasil), 3 gols sofridos em 5 jogos. Média: 0,60
Escore Mais Repetido: 2x1 (5 Vezes) 31,25%, de 16 jogos

Artilheiros:

Com 5 gols:
Fred (Brasil)
Fernando Torres (Espanha)


Com 4 gols:
Neymar (Brasil)
Hernandez (Uruguai)


Com 3 gols:
David Villa (Espanha)
Chicharito (México)
Oduamadi (Nigéria)
Cavani e Suarez (Uruguai)


Com 2 gols:
Jô e Paulinho (Brasil)
Alba e David Silva (Espanha)
Balotelli (Itália)
Okazaki  (Japão)


Com 1 gol:
Dante (Brasil)
Juan Mata, Pedro e Soldado (Espanha)
Chiellini , De Rossi, Giaccherini, Giovinco e Pirlo (Itália)
Honda e Kagawa (Japão)
Astori e Diamanti (Itália)
Echiejile e Mikel (Nigéria)
Tehau (Taiti)
Forlan, Lodeiro, Lugano e Perez (Uruguai)


Artilheiros Negativos:
1- Tehau (Taiti) a favor da Nigéria, em 17/06 (1ª rodada)
2- Villar (Taiti) a favor da Nigéria, em 17/06 (1ª rodada)
3- Uchida – Japão a favor da Itália, em 19/06 (2ª rodada)


Goleiros:
1- Reina 0 (Espanha)
2- Valdés, 0 (Espanha)
3- Silva, 0 (Uruguai)
4- Ochoa, 1 (México)
5- Júlio César, 3 (Brasil)
6- Casillas, 4 (Espanha)
7 Corona, 4 (México)
8- Vincent Enyeama, 6 (Nigéria)
9- Xavier Samin, 6 (Taiti)
10- Muslera, 7 (Uruguai)
11- Meriel, 8 (Taiti)
12- Kawashima, 9 (Japão)
13- Buffon, 10 (Itália)
14- Roche, 10 (Taiti)


68 gols, em 16 jogos. Média: 4,25




Resumo das nove edições realizadas de 1992 a 2013:

I Copa das Confederações - Arábia Saudita 1992
Campeão: Argentina
Vice-campeão: Arábia Saudita
Terceiro: EUA
Quarto: Costa do Marfim


II Copa das Confederações - Arábia Saudita 1995
Campeão: Dinamarca
Vice-campeão: Argentina
Terceiro: México
Quarto: Nigéria


III Copa das Confederações - Arábia Saudita 1997
Campeão: Brasil
Vice-campeão: Austrália
Terceiro: República Tcheca
Quarto: Uruguai
Bola de Ouro adidas: DENILSON (BRA)
Chuteira de Ouro adidas: ROMÁRIO (Romário de Souza Faria) (BRA)
Prêmio FIFA Fair Play: África do Sul


IV Copa das Confederações - México 1999
Campeão: México
Vice-campeão: Brasil
Terceiro: EUA
Quarto: Arábia Saudita
Bola de Ouro adidas: RONALDINHO (BRA)
Chuteira de Ouro adidas: RONALDINHO (BRA)
Prêmio FIFA Fair Play: Brasil




V Copa das Confederações - Coreia do Sul/Japão 2001
Campeão: França
Vice-campeão: Japão
Terceiro: Austrália
Quarto: Brasil
Bola de Ouro adidas: Robert PIRES (FRA)
Chuteira de Ouro adidas: Robert PIRES (FRA),
Eric CARRIERE (FRA)
Prêmio FIFA Fair Play: Japão


VI Copa das Confederações - França 2003
Campeão: França
Vice-campeão: Camarões
Terceiro: Turquia
Quarto: Colômbia
Bola de Ouro adidas: Thierry HENRY (FRA)
Chuteira de Ouro adidas: Thierry HENRY (FRA)
Prêmio FIFA Fair Play: Japão


VII Copa das Confederações – Alemanha 2005
Campeão: Brasil
Vice-campeão: Argentina
Terceiro: Alemanha
Quarto: México
Bola de Ouro adidas: ADRIANO (BRA)
Chuteira de Ouro adidas: ADRIANO (BRA)
Prêmio FIFA Fair Play: Grécia


VIII Copa das Confederações – Sudáfrica 2009
Campeão: Brasil
Vice-campeão: EUA
Terceiro: Espanha
Quarto: África do Sul
Bola de Ouro adidas: KAKA (BRA)
Chuteira de Ouro adidas: LUIS FABIANO (BRA)
Luva de Ouro adidas: Tim HOWARD (USA)
Prêmio FIFA Fair Play: Brasil


IX Copa das Confederações – Brasil 2013
Campeão: Brasil
Vice-campeão: Espanha
Terceiro: Itália
Quarto: Uruguai
Bola de Ouro adidas: Neymar (Brasil)
Chuteira de Ouro adidas: Fernando Torres (Espanha)
Luva de Ouro adidas: Júlio Cesar (Espanha)
Prêmio FIFA Fair Play: Espanha



Copa das Confederações: Neymar é craque; Fred também foi premiado

Fonte e fotos: Futebol Interior.
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)


Pelo Brasil, Paulinho e Júlio Cesar foram os outros dois a serem lembrados na premiação


O Brasil foi impecável na noite deste domingo ao derrotar a Espanha,
na final da Copa das Confederações, por 3 a 0, em pleno Maracanã lotado.
A decisão definiu de vez as premiações individuais de artilheiros, melhores jogadores e melhor goleiro
e como não podia deixar de ser os escolhidos foram das duas seleções da finalíssima.


Logo que iniciou a distribuição das premiações, Neymar foi chamado para subir ao palanque.
O ex-craque do Santos recebeu a chuteira de bronze por ter sido o vice-artilheiro da competição
com quatro gols, atrás de Fred e Fernando Torres com cinco gols cada.
Porém, quem ficou com a chuteira de ouro foi o atacante espanhol.


Depois, o goleiro Júlio César foi escolhido como o melhor goleiro da Copa das Confederações.
O arqueiro deixou para trás o peso da derrota da Copa do Mundo de 2010 contra a Holanda
e vem dando a volta por cima na equipe comandada pelo técnico Felipão.
O jogador recebeu o prêmio principalmente pela partida que fez diante do Uruguai, quando pegou o pênalti de Forlán.


Por último, ficaram os escolhidos para melhores jogadores da competição.
Paulinho surpreendeu boa parte da torcida ao conquistar a bola de bronze.
Já a de prata e a de ouro ninguém tinha dúvidas.
Iniesta e Neymar foram os escolhidos, respectivamente.
O camisa 10 da Seleção Brasileira ainda foi considerado o melhor da partida em quatro oportunidades,
contra Japão, México, Itália e na decisão diante da Espanha.




Confira a premiação:
Chuteira de bronze: Neymar (Brasil)
Chuteira de prata: Fred (Brasil)
Chuteira de ouro: Fernando Torres (Espanha)
Luvas de ouro: Júlio César (Brasil)
Bola de bronze: Paulinho (Brasil)
Bola de prata: Iniesta (Espanha)
Bola de ouro: Neymar (Brasil)






Brasil ensaia goleada na Espanha e conquista mais um título

Fonte e fotos: Futebol Interior.
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)



Seleção Brasileira dá aula de futebol nos espanhóis e é tetra da Copa das Confederações

Daniel Alves virou Djalma Santos, David Luiz encorporou Bellini, Luiz Gustavo teve noite de Mauro Silva.
Com a força das cinco estrelas que carrega no peito e a tradição da camisa pentacampeão mundial, a Seleção Brasileira teve uma atuação irretocável, do goleiro ao ponta esquerda,
e derrotou a toda poderosa Espanha, por 3 a 0, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro,
mostrou quem manda no futebol mundial e ficou com o tetracampeonato da Copa das Confederações.


Além de humilhar a Seleção Espanhola, que se vangloriara de ter o futebol mais bonito do mundo, o Brasil acabou com uma sequência de três anos sem derrota da Espanha em competições oficiais.
A última vez que os espanhóis haviam sido derrotados em torneio da FIFA foi na estreia da Copa do Mundo da África do Sul para a Suíça, por 1 a 0.
Foram 29 jogos sem perder.

Com a vitória, o título e o espetáculo, o Brasil cumpriu aquilo que o técnico Luiz Felipe Scolari promete desde que assumiu o cargo em novembro.
Mandou uma mensagem clara aos rivais: está entre os favoritos para conquistar a Copa do Mundo do ano que vem, quando também jogará em casa.
E, da forma com que a equipe tem se relacionado e recebido o apoio da torcida,
irá entrar em campo fortalecida a cada partida que jogar no Mundial.


O título é o quarto da seleção brasileira, maior campeã da história da Copa das Confederações.
O Brasil venceu também as edições de 1997, 2005 e 2009.
Agora, a meta é acabar com uma escrita:
sempre que faturou o torneio, decepcionou na Copa do Mundo do ano seguinte.
Em compensação, na véspera do penta, em 2001, ficou fora até do pódio.



O jogo
Logo num dos primeiros lances da partida, o Brasil tentou dar show, mas lembrou que gol feio também vale.
A jogada começou com Hulk, que arriscou um passe de chaleira e tocou totalmente torto.
Só que a bola caiu em Oscar, que devolveu para o atacante.
Da ponta direita, ele cruzou na área.
Fred resvalou, a bola bateu no calcanhar de Neymar, na mão de Arbeloa e voltou para Fred.
Mesmo caído, ele conseguiu o gol que abriu o placar com apenas um minuto.

Era só o começo de um jogo emocionante.
Empurrado pela torcida, que começou a cantar que "o campeão voltou", o Brasil fechou as portas para as trocas de bola da Espanha e assustou quando chegou ao ataque.
Aos 8 minutos, Neymar tentou o toque para Marcelo em profundidade, a bola desviou na zaga e sobrou para Fred.
O centroavante, inteligente, tocou rápido de calcanhar, bem no estilo espanhol mesmo, e deixou Oscar na cara do gol.
Mas o meia bateu mal, à direita da trave.


Foi também na base da escola espanhola que o Brasil criou outra chance aos 13 minutos.
A equipe brasileira marcou pressão no campo de ataque, Paulinho e Oscar cercaram Iniesta,
roubaram-lhe a bola e o volante, esperto, tentou bater de cobertura.
Casillas conseguiu se recuperar, mas a bola ainda bateu na trave.


O jogo, que já era disputado, ficou nervoso mesmo aos 15 minutos.
O Brasil roubou a bola no campo de defesa e Neymar foi lançado em velocidade.
Ganharia de Arbeloa na corrida, para sair na cara de Casillas, mas foi derrubado.
O árbitro holandês Kuipers deu só amarelo para o lateral.
Os espanhóis reclamaram que Neymar se jogou - ele foi puxado, mas exagerou na queda.
Os brasileiros também protestaram, dizendo que o cartão deveria ser vermelho.




Depois de mais um momento de tensão, com Busquets tentando agredir Fred no meio da confusão, a Espanha reagiu.
Iniesta teve um lampejo, passou por Marcelo e arriscou de longe.
Julio Cesar pegou no canto.
Na cobrança de escanteio, Fernando Torres cabeceou livre, por cima.
Juan Mata, novidade na escalação da Espanha no lugar do Fábregas, deveria deixar a equipe mais ofensiva, mas mal tocava na bola.


O Brasil mostrava que aprendeu com a Itália, que só perdeu nos pênaltis na semifinal com a Espanha, e se lançava rápido ao ataque sempre que tinha a posse da bola.
Foi assim, que, aos 28 minutos, a bola chegou até Oscar, que invadiria a área sozinho se não fosse derrubado por Sérgio Ramos.
Novamente os brasileiros não se contentaram com o cartão amarelo recebido pelo jogador do Real Madrid.


Foi também na base do contra-ataque que a seleção brasileira criou sua melhor chance dentre as perdidas.
Neymar recebeu pela esquerda, avançou carregando a bola e acertou um passe entre dois defensores espanhóis.
A bola chegou no meio da área até Fred, que dominou com perfeição, mas chutou mal, em cima de Casillas.


Quando a Espanha passava a dominar o jogo, o Brasil viveu seu único momento de preocupação.
Hulk perdeu bola no ataque,
Thiago Silva foi tentar matar a jogada no meio e deixou David Luiz sozinho com dois espanhóis.
Pedro recebeu passe de Mata e, sozinho diante Julio Cesar, bateu rasteiro, mas David Luiz se recuperou e tirou de carrinho, a um metro da linha do gol.
A bola subiu e passou raspando o travessão, evitando o gol.


A resposta veio na forma de gol.
Aos 43 minutos, Neymar recebeu pela esquerda e fez jogada individual, mas ela não rendeu.
O atacante, então, voltou para Oscar.
Aí, o meia esperou Neymar sair da posição de impedimento e devolveu a bola.
O craque recebeu e bateu forte, fuzilando Casillas: 2 a 0.




Ai virou olé...
A Espanha voltou com Azpilicueta no lugar de Arbeloa, porque o lateral não só não conseguia parar Neymar como já tinha cartão amarelo.
Mas o defensor do Chelsea nem tocou na bola e o placar já estava 3 a 0.
Marcelo começou a jogada, mas foi Hulk quem lançou Neymar.
O craque aproveitou que a bola foi um pouco atrás e fez o corta-luz, surpreendendo os espanhóis.
Aí, chegou fácil até Fred, que bateu de primeira, com a chapa do pé, no canto esquerdo baixo de Casillas.


Mesmo precisando de pelo menos três gols, o técnico Vicente Del Bosque foi conservador.
Para colocar novo gás com Jesus Navas, tirou Juan Mata.
No papel, o time não mudou.
Mas logo Jesus Navas conseguiu um pênalti, sendo tocado na área por Marcelo.
Sergio Ramos colocou a bola embaixo do braço e foi para a cobrança, mas mandou à direita do gol de Julio Cesar, que estava nela.
A batida ainda resvalou na trave antes de sair.


O lance acabou completamente com a chance de reação da Espanha, que trocou Fernando Torres por David Villa em seguida.
O Brasil soube explorar, enquanto a torcida delirava.
Aos 13 minutos, Hulk recebeu passe de Neymar e tentou encobrir Casillas, mas o goleiro saiu bem.
Aos 18, Marcelo desceu pela esquerda, chegou à linha de fundo e poderia rolar para Fred se consagrar, mas tentou fazer o dele e mandou na rede.


O melhor em campo, Neymar tentou uma jogada individual aos 22 minutos.
Atravessou o campo de ataque na corrida, com a bola dominada, pelo meio, e depois de driblar Piqué, o último homem da defesa espanhola, levou um pontapé por trás.
O zagueiro recebeu o cartão vermelho direto e nem teve muito ânimo para reclamar.

Dali em diante, o show ficou por conta da torcida, que, antes do apito inicial, já havia dado o tradicional espetáculo na hora do Hino Nacional.
Enquanto eram dominados, os espanhóis tiveram que ouvir de tudo, inclusive o canto de "olé", tradicional nas touradas da Espanha.


Único criticado entre os titulares quando o time começou a ser formado por Felipão, o atacante Hulk saiu de campo aplaudido para dar lugar ao meia Jadson, que debutou na competição.
Fred, que ainda brigava pela artilharia, deu lugar a Jô e também foi ovacionado por um Maracanã em festa.


Mesmo com todo mundo sabendo que o Brasil seria campeão, os dois times ainda buscaram o gol.
Pedro e David Villa deram trabalho
com chutes cruzados só para Julio Cesar dizer que também trabalhou no jogo do título.
Jô teve a oportunidade de fazer o quarto, mas arriscou enquanto outros pediam a bola e chutou fraco.
A torcida, no entanto, já comemorava o título há muito tempo no Maracanã.




Brasil 3x0 Espanha         
Gols: Fred (2') e Fred (47'), Neymar (44'), Brasil.
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

30/06,  às 19h00 / Público: 73.531 pagantes.
Árbitro: Björn Kuipers-HOL. Assistentes: Sander Van Roekel-HOL e Erwin Zeinstra-HOL


Brasil: Júlio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Oscar; Hulk (Jadson), Neymar e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Espanha: Casillas; Arbeloa (Azpilicueta), Sérgio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e Mata (Jesús Navas); Pedro e Fernando Torres (Villa). Técnico: Vicente Del Bosque.

domingo, 30 de junho de 2013

Nos pênaltis, brilhou Buffon

Fonte: Futebol Interior
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)


Goleiro italiano defendeu dois pênaltis e deu terceiro lugar á Itália

Mesmo contando com o apoio da torcida baiana, o Uruguai ficou com o quarto lugar da Copa das Confederações 2013, neste domingo à tarde, debaixo de forte calor, na Arena da Fonte Nova, em Salvador. Depois de ficar duas vezes atrás no placar, a Celeste empatou, por 2 a 2, no tempo normal. Na prorrogação, outro empate, desta vez sem gols. Nos pênaltis, valeu a experiência de Buffon, que defendeu duas cobranças e deixou a disputa em 3 a 2, para a Itália.

O terceiro colocado, a Itália, receberá um prêmio de US$ 500 mil dólares) da FIFA. Este foi apenas o quarto confronto oficial entre os dois times. Em Copas, duas vezes. Em 1970, na fase de grupos, no México, houve empate sem gols. Em 1982, a Itália venceu por 1 a 0. A premiação ocorreu dentro de campo, após a decisão.

Garra Azurra
Mesmo com várias baixas, a Itália começou o jogo melhor, sabendo explorar bastante a sua experiência internacional. E saiu na frente, aos 24 minutos. O meia Diamanti cobrou falta do lado direito. A bola subiu, fez a caída e bateu na trave direita de Lustera. Em cima da linha, o zagueiro Astori deu de bico para as redes.

No segundo tempo, o Uruguai voltou todo no ataque, na base da pressão total. E empatou com o artilheiro Cavani. Ele recebeu a bola em velocidade no lado esquerdo da área. E bateu de primeira e cruzado, fora do alcance do goleiro Buffon. Tudo igual aos 12 minutos.

Gols de falta
O time uruguaio manteve a pressão e parecia mais perto do segundo gol. Mas quem marcou foi a Itália. Ela “achou” uma falta na frente da grande área. Diamanti bateu de novo, desta vez sobre a barreira. A bola pegou curva e entrou no ângulo: 2 a 1, aos 27 minutos.


E também de falta, logo em seguida, o Uruguai empatou. Cavani cobrou falta perto da grande área, mas pelo lado esquerdo. O goleiro Buffon que tinha feito uma espetacular defesa em chutes seguidos de Forlan, falhou. O goleiro demorou para ir na bola, ainda tocou nela mas não evitou o gol. A bola praticamente entrou no meio do gol. Tudo igual de novo, aos 32 minutos.

Na prorrogação
O primeiro tempo foi equilibrado. Os dois times poucos se arriscaram, talvez, pensando em estudar o jogo e guardar energias. No segundo tempo, o Uruguai voltou mais ofensivo. Aos cinco minutos, Montolivo recebeu o segundo cartão amarelo, por falta, e foi expulso, deixando a Itália em desvantagem.

A partir daí a Itália passou apenas a esperar um contra-ataque certeiro. Ou então esperar o apito final para decidir a terceira posição nos pênaltis, como já tinha acontecido nas semifinais diante da Espanha. E a definição acabou mesmo nas penalidades máximas.

Os pênaltis
E logo no primeiro pênalti, Forlan perdeu para o Uruguai. Ele cobrou forte, mas no meio do gol e Buffon defendeu com as pernas. Aquilani marcou para a Itália: 1 a 0. Cavani e Suarez acertaram o segundo e o terceiros chutes. O segundo gol italiano foi marcado por El Shaarawy, mas De Sciglio perdeu o terceiro. Ele bateu à meia altura, mas Muslera espalmou do seu lado direito.

Mas na quatra cobrança, González bateu fraco e Buffon caiu do lado esquerdo e fez o encaixe. Na quarta cobrança, Giaccherini converteu e deixou a Itália na frente. Na quinta cobrança, Buffon defendeu de novo, no chute de Gargano. Não houve nem a necessidade da quinta cobrança italiana. Final: 3 a 2.


Uruguai 2x2 Itália (Nos pênaltis: 2x3)
Gols: Cavani (58’ e 78'), Uruguai; Astori (24'), Diamanti (73'), Itália.
30/06, às 13h00
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia). Assistentes: Abdelhak Etchiali (Argélia) e Redouane Achik (Marrocos).
Público: 43.382 pagantes.

Uruguai: Muslera; Maximiliano Pereira (Álvaro Pereira), Lugano, Godín e Cáceres; Arévalo Ríos (Diego Perez), Gargano e Cristian Rodríguez (Álvaro González); Forlán, Suárez e Cavani. Técnico: Óscar Tabarez.

Itália: Buffon; Maggio, Chielini, Astori (Bonoucci) e De Sciglio; De Rossi (Aquilani), Montolivo, Candreva e Diamanti (Giacherrini); El Shaarawy e Gilardino. Técnico: Cesare Prandelli.

Brasil e Espanha se encaram após 14 anos: ousadia ou toque de bola?

Por: Miro Palma. Fonte:Ibahia
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)

Felipão trabalhou também para evitar badalação na Seleção, Foto: AFP
Final da Copa das confederações acontece neste domingo (30), às 19h, no Maracanã.

É o país do futebol diante da melhor seleção do mundo na atualidade. Não existe justificativa maior para ficar ligado no jogo entre Brasil e Espanha, neste domingo (30), às 19h, no Maracanã, no Rio. Dá para afirmar sem erro: a final da Copa das Confederações é o clássico do momento.

Antes de tudo, o duelo de logo mais ficará marcado por um encontro de diferentes estilos. O Brasil, com um time ainda em formação pelo técnico Luiz Felipe Scolari, aposta na habilidade e, principalmente, no brilho individual de jogadores como Neymar, Fred, Paulinho e Oscar, por exemplo.

Torcida. Foto: Jeferson Bernardes (VipComm)

A Espanha, por sua vez, valoriza a posse de bola, comum conceito de jogo que ficou conhecido como “tiki-taka”. Foi assim que os comandados de Vicente del Bosque conquistaram duas Eurocopas,
em 2008 e 2012, e a última Copa do Mundo, em 2010.

A simplicidade é o maior segredo do adversário. “A Espanha sofreu uma mudança de comportamento. Havia certo complexo de inferioridade em relação a outros países, mas isso desapareceu. Criamos um estilo que é seguido não só pela seleção principal, mas por todas as inferiores”, explica o treinador espanhol. O estilo da Fúria é fruto do toque de bola já conhecido do Barcelona, afinal, seis jogadores titulares da seleção atuam no clube da Catalunha: Piqué, Jordi Alba, Busquets, Xavi e Iniesta. Todos crias de Josep Guardiola que, no Barça, papou títulos como o bicampeonato mundial, triespanhol e bi da Liga dos Campeões.

E olha a ironia: o atual técnico do Bayern de Munique se inspirou no desenho tático das seleções brasileiras de antigamente. “O que tentamos fazer é passar a bola o mais rápido possível. De fato, isso é o que o Brasil fez em toda a sua vida, segundo contavam meus pais e avós”, disse Guardiola depois de massacrar o Santos de Neymar por 4x0, na final do Mundial de Clubes de 2011. O Brasil de 1982, eliminado precocemente pela Itália na Copa do Mundo, também serviu de inspiração. Falcão, Zico, Sócrates, Cerezo e Júnior, entre outros, encantaram o mundo da bola com trocas de passe difíceis de marcar.

Daniel Alves. Foto: Rafael Ribeiro (CBF)

CHEGOU A HORA
Essa será a primeira vez que Brasil e Espanha se encontram desde a ascensão da Fúria. O último jogo entre as duas equipes aconteceu em 1999 quando houve empate em 0x0, em Vigo. O embate de gigantes quase aconteceu na última Copa das Confederações, na África do Sul,em 2009. Mas essa mesma Espanha foi eliminada na semifinal pelos Estados Unidos. Dessa vez, a bola foi premiada. Para a Espanha, é a oportunidade de confirmar a ótima fase comum título sobre a seleção pentacampeã mundial. E o Brasil tenta se firmar após fiascos nas duas últimas Copas do Mundo e um período de turbulência após a demissão de Mano Menezes. “Foram as equipes que mereceram estar nessa final. Será uma partida muito bonita. Estamos conscientes de que, desde que somos campeões do mundo, é especial para qualquer equipe nos enfrentar”, afirma o goleiro e capitão da Espanha, Casillas.

Capitão brasileiro, Thiago Silva rebate com estilo. “São os atuais campeões do mundo e têm de exaltar também o trabalho do treinador. Mas final é final e tenho certeza de que também estaremos preparados”.

sábado, 29 de junho de 2013

Fifa nunca cogitou paralisar a Copa das Confederações por questão de segurança, diz Blatter

Por: Vladimir Platonow. Fonte e fotos: Agência Brasil
Serrinha, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)


O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, disse hoje (28) que a entidade não cogitou em nenhum momento a suspensão da Copa das Confederações, mesmo durante a intensificação das manifestações e das ações violentas de grupos de vândalos. Blatter participou de coletiva de imprensa ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Os dois fizeram um balanço da competição até agora.

“A Fifa nunca teve dúvidas, com relação a este torneio, que ele pudesse ser paralisado ou mesmo que tivéssemos pensado em um plano B. Porque é uma questão de confiança no governo, mas também na população do Brasil, que gosta de futebol. Tenho certeza que a próxima Copa do Mundo será um sucesso. Eu acredito especialmente na organização da segurança”, disse o presidente da Fifa.

Um protesto organizado por meio das redes sociais está marcado para domingo (30), dia da final da Copa das Confederações. A passeata sairá da zona norte da cidade em direção ao Estádio Jornalista Mario Filho, o Maracanã, onde as seleções do Brasil e da Espanha decidem o título do torneio. O jogo está previsto para começar às 19h.


O ministro do Esporte ressaltou acreditar que as manifestações poderão ser feitas de forma pacífica. “Nós todos esperamos que as manifestações sejam pacíficas, embora isso nem sempre aconteça. Não creio que as manifestações tenham como objetivo impedir ou tumultuar os jogos. Às vezes marcam em um dia de jogo para dar mais protagonismo e visibilidade às reivindicações, mas não com objetivo de impedir a realização dos eventos”, disse Rebelo.

Também participaram da coletiva o presidente do Comitê Organizador da Copa das Confederações da, Jaques Anouma, o presidente do Comitê Organizador Local (COL) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o executivo-chefe do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade. Foi marcada outra entrevista à imprensa para a próxima segunda-feira (1º), no Hotel Copacabana Palace, quando será feita uma avaliação final da competição.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Se depender de Marin, Felipão pode 'cair' após Copa das Confederações

Fonte e fotos: Futebol Interior.
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)


Cartola garantiu treinador enquanto estiver na CBF, mas ele próprio pode ser deposto

Se depender das declarações do presidente da CBF, José Maria Marin, o técnico Luiz Felipe Scolari pode estar com os dias contados na Seleção Brasileira. O cartola afirmou que o treinador está garantido no cargo enquanto ele for o mandatário da entidade.

 E agora, Felipão?
"Enquanto eu ficar na CBF, Felipão fica", disparou, descartando a demissão em caso de derrota para a Espanha na final da Copa das Confederações. "É um teste importante, mas é mais um teste apenas", justificou o dirigente sobre ojogo de domingo, no Maracanã.
Marin apenas esqueceu-se de reforçar que o tempo dele à frente da CBF pode estar acabando.


Na última terça-feira, o Portal FI publicou uma notícia sobre um movimento liderado pelo Governo Federal, que pode derrubar Marin e seu vice, Marco Polo Del Nero, da CBF.

Vários são os motivos que jogam contra Marin e Del Nero.
Primeiro, é a relação íntima do presidente com a Ditadura Militar.
No período do Regime, ele fora deputado estadual pela Aliança Renovadora Nacional (Arena, partida da Ditadura), tendo feito discursos contra a esquerda e o jornalista assassinado Wladmir Herzog.

Outros pontos bastante criticados são a relação de Marin com o ex-presidente Ricardo Teixeira.

Além há também a polêmica da medalha e a apropriação ilegal de um terrano na capital paulista.

 (relembre tudo aqui).

Duelo de invictos na decisão da Copa das Confederações

Por: Jorge Luiz da Silva.
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)


Fotos: Site da Fifa

Dentre as oito seleções inscritas na atual edição da Copa das Confederações, quatro se despediram prematuramente (Nigéria, México, Japão e Taiti), duas vão disputar o terceiro lugar (Uruguai e Itália), consequentemente sobraram duas (Brasil e Espanha) para disputar o título máximo do certame.

O Brasil venceu os quatro confrontos.
Japão (3x0)
México (2x0)
Itália (4x2)
Uruguai (2x1)


A Espanha venceu três
Uruguai (2x1)
Taiti (10x0)
Nigéria (3x0)
e empatou um no tempo normal e na prorrogação.
Itália (0x0)
Conquistou a vaga para a grande decisão na disputa de pênaltis. 7 a 6.


Assim teremos neste domingo, 30 de junho

Na Arena Fonte Nova a disputa da terceira colocação, às 13h00

Jogo, 15: Uruguai x Itália


E no Maracanã (Rio de Janeiro),
às 19h00, o empolgante duelo de invictos
.


Jogo, 16: Brasil x Espanha


Fotos: Uol Esporte

Confira o Raio-X da Competição:

Vitórias mandant
es: 7
Vitórias Visitantes: 6
Total de Vitórias: 13
Empate: 1
Jogos: 14


Gols mandantes: 37
Gols visitantes: 24
Total de Gols: 61
Média de gols: 4,36


Ataque Mais Positivo: Espanha, 15 gols marcados
Defesa Menos Vazada: Espanha, 1 gol sofrido.
Defesa Mais Vazada: Taiti, 24 gols sofridos
Ataque Menos Positivo: Taiti, 1 gol
Equipe que mais venceu: Brasil (4 vezes)
Equipes que mais perderam: Taiti e Japão (3 vezes)
Equipes Invictas: Brasil e Espanha (0 derrota)
Equipes que não venceram: Taiti e Japão


Principal Artilheiro: Fernando Torres, 5 gols (Espanha)
Goleiros Menos Vazados: Silva (Uruguai), Reina e Valdés (Espanha), 0 gol sofrido
Escore Mais Repetido: 2x1 (5 Vezes) 35,71%, de 14 jogos



Fotos: clicrbs.com.br e imortaisdofutebol.com

Artilheiros:

Com 5 gols:
Fernando Torres (Espanha)

Com 4 gols:
Hernandez (Uruguai)

Com 3 gols:
Neymar (Brasil)
David Villa (Espanha)
Chicharito (México)
Oduamadi (Nigéria)
Suarez (Uruguai)


Com 2 gols:
Fred e Jô (Brasil)
Alba e David Silva (Espanha)
Balotelli (Itália)
Okazaki (Japão)


Com 1 gol:
Dante e Paulinho (Brasil)
Juan Mata, Pedro e Soldado (Espanha)
Chiellini , De Rossi, Giaccherini, Giovinco e Pirlo (Itália)
Honda e Kagawa (Japão)
Echiejile e Mikel (Nigéria)
Tehau (Taiti)
Forlan, Lodeiro, Lugano e Perez (Uruguai)


Artilheiros Negativos:
1- Tehau (Taiti) a favor da Nigéria, em 17/06 (1ª rodada)
2- Villar (Taiti) a favor da Nigéria, em 17/06 (1ª rodada)
3- Uchida – Japão a favor da Itália, em 19/06 (2ª rodada)


Goleiros:
1- Reina, 0 gol (Espanha)
2- Valdés, 0 (Espanha)
3- Silva, 0 (Uruguai)
4- Casillas, 1 (Espanha)
5- Ochoa, 1 (México)
6- Júlio César, 2 (Brasil)
7- Muslera, 3 (Uruguai)
8- Corona, 4 (México)
9- Vincent Enyeama, 6 (Nigéria)
10- Xavier Samin, 6 (Taiti)
11- Buffon, 8 (Itália)
12- Meriel, 8 (Taiti)
13- Kawashima, 9 (Japão)
14- Roche, 10 (Taiti)


61 gols, em 14 jogos. Média: 4,36

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nos pênaltis, Espanha derrota Itália e vai para a final da Copa das Confederações

Fonte: Esporte Interativo.yahoo.com (Fotos: Bruno Santos).
Informações: Site da Fifa.


Por 7 a 6 nas cobranças, espanhóis vencem e enfrentarão o Brasil na final

Um grande jogo marcou a segunda semifinal da Copa das Confederações.
Em Fortaleza, Itália e Espanha reeditaram a final da Euro 2012, vencida pelos espanhóis por 4 a 0.
Desta vez, o jogo foi completamente diferente.
Apesar de ter jogado melhor na maior parte do jogo, que terminou em 0 a 0, nos pênaltis os tetracampeões do mundo acabaram perdendo por 7 a 6 e enfrentarão o Uruguai na disputa pelo terceiro lugar, enquanto os espanhóis enfrentarão o Brasil na grande final.

No primeiro tempo, a Espanha começou melhor a partida, sufocando a seleção italiana.
Porém, os azzurri não demoraram a se impor no jogo e logo dominaram o jogo, sendo melhores até o fim da primeira etapa.
Prandelli escalou o time num 3-4-2-1, que se adaptava melhor à equipe pelos defensores que tem.
A Itália chegou mais ao ataque, mas por questão de detalhes não abriu o placar.
Maggio, dessa vez escalado em uma posição mais adequada ao seu futebol, teve duas boas chances de cabeça, mas Casillas estava bem colocado em ambas e conseguiu defender.
Destaque para Giaccherini, que criou muitas chances, fez bons dribles e bons passes.
No fim do primeiro tempo ainda, a Espanha chegou a criar mais algumas chances, mas sem efeito.

O técnico italiano errou bastante no início da segunda metade do tempo regulamentar, tirando Barzagli para colocar Montolivo e passando De Rossi para a linha de três zagueiros. Com isso, a Espanha, que pouco após o início colocou Jesus Navas no lugar de Pedro, conseguiu manter mais a bola e tomar o controle da partida, mas sem muito efeito.


A Itália criou bastante na segunda etapa, teve mais escanteios(6, contra apenas um da Espanha), mas não conseguiu concluir. Aquilani entrou no lugar de Marchisio pelos italianos e Mata no lugar de Pedro na seleção ibérica, mas nada mudou na partida, que continuou empatada ao fim do tempo regulamentar, indo assim para a prorrogação.

No início do tempo extra, Giovinco substituiu Gilardino, fazendo a Itália jogar com um 'falso nove'. Pouco após, a Espanha recuou o time colocando Javi Martinez no lugar de Torres. Em campo, um jogo bastante igual e com chances para ambos os lados. Giaccherini acertou a trave para a Itália, enquanto Alba passou perto de marcar o gol espanhol com um chute de primeira que passou por cima.

Já nos 15 últimos minutos, só deu Espanha. Com mais posse de bola, os ibéricos chegaram mais próximos do gol. Um belo chute de Xavi, que Buffon espalmou e bateu na trave. Pouco depois, mais chutes passaram perto das redes, mas por detalhes a Espanha não abriu o placar e matou o jogo. O sufoco só terminou com o apito do juiz, 0x0 e pênaltis.

Nas penalidades máximas, a Itália começou cobrando, e Candreva fez uma cavadinha para converter a primeira.
Logo depois, Xavi cobrou para empatar.
Ambas as seleções converteram as cinco primeiras cobranças.
Além dos dois primeiros, Aquilani, De Rossi, Giovinco e Pirlo marcaram para a Itália, enquanto Iniesta, Piqué, Sergio Ramos e Mata fizeram para os espanhóis.

Nas cobranças alternadas, Montolivo e Busquets também marcaram, até que chegou a vez de Bonucci.
O zagueiro isolou a cobrança, sendo o primeiro e único a perder na disputa de pênaltis.
Por fim, Navas bateu e converteu a cobrança derradeira, que classificou os espanhóis para a final, onde enfrentarão o Brasil.
Já a Itália pegará o Uruguai pela disputa do terceiro lugar.


Espanha x Itália
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE). Quinta-feira: 27/06, às 16h00. Público: 56.083 pagantes.
Arbitragem: Howard Webb, auxiliado por Michael Mullarkey e Darren Cann (trio da Inglaterra).

Espanha: Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e David Silva (Navas); Pedro (Mata) e Fernando Torres (Martínez). Técnico: Vicente Del Bosqu.

Itália: Buffon, Bonucci, Chielini e Barzagli (Montolivo); Maggio, Marchisio (Aquilani), Pirlo, Candreva, De Rossi e Giaccherini; Gilardino (Giovinco). Técnico: Cesare Prandelli

Fifa apanha calada para evitar se envolver em conflito político

Por: Rodrigo Mattos. Fonte: uol.com.br. Fotos: esportes.terra e uol
Salvador, BA (da redação Itinerante do Esporte Comunitário)



Blatter e Valcke assistem ao jogo entre Brasil e Uruguai no Mineirão. Foto: EFE/Antonio Lacerda

A Fifa está bastante contrariada com o governo federal  diante dos protestos contra a Copa das Confederações e a Copa-2014, mas não reage ou contra-ataca com temor das consequências políticas.
No entendimento da entidade, em meio às manifestações, o Mundial tornou-se uma peça
dentro da movimentação política em torno das eleições de 2014, incluindo a sucessão presidencial.
E por isso que a organização máxima do futebol virou alvo dos políticos, do executivo e do Congresso.


A cúpula da Fifa tem diversas reclamações em relação ao governo federal.
Entre elas, está o atraso nas construções dos estádios que, na visão dos cartolas, levou ao aumento de custos total.
O exagerado preço final das arenas é a principal crítica nos protestos contra a Copa, que transformaram a entidade em alvo.


Também há um consenso dentro da Fifa de que a presidente da República, Dilma Roussef, demorou a falar sobre as manifestações.
E, pior, fez uma declaração tímida sobre a Copa-2014, com um discurso que tentava desvincular a União de investimentos nos estádios.
Isso apesar de existir verba federal nas arenas, por meio de incentivo fiscal e de uma empresa  que é metade estatal, no caso do estádio de Brasília.


Apesar desse descontentamento interno, cartolas da Fifa decidiram adotar a tática de não falar nada pesado em público.
A ideia é tentar mostrar os benefícios do Mundial para o Brasil e ao mesmo tempo se desvincular das manifestações.
Questionado sobre os protestos, ao voltar ao Brasil após viagem de uma semana, o presidente da entidade, Joseph Blatter, tentou livrar-se do problema.
"São questões internas sociais que não tem relação com o futebol", afirmou, nesta quarta-feira (26).



A verdade é que dirigentes da federação internacional de diversos níveis se mostraram assustados com as manifestações, principalmente os estrangeiros.
Tanto que o próprio Blatter tem se exposto o menos possível
em cidades onde há protestos, viajando para os jogos apenas no dia das partidas.


Também há certo sentimento de incompreensão em relação às vozes da rua.
Até quarta-feira, por exemplo, não tinham a percepção de que o ambiente político pode dificultar a liberação de verbas para a infraestrutura do Mundial.
Um exemplo era dinheiro previsto para telecomunicações na competição que foi reprovado em sessão no Congresso, na noite de terça-feira.


Para 2014, um dos objetivos da Fifa será tentar entender o contexto político brasileiro.
Assim, esperam evitar ficar novamente no meio do tiroteio entre políticos que afeta a organização do Mundial, na visão dos dirigentes.
Também há a intenção de pressionar o governo por melhoria nos serviços, como na área de segurança.
O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, avaliou que 20% dos itens previstos para a Copa das Confederações não funcionaram como previsto.


Um resumo é que, quando os cartazes das manifestações abaixar, e a cúpula da Fifa deixar temporariamente o país, dificilmente as relações entre seus cartolas e o governo brasileiro terá a mesma harmonia de antes da Copa das Confederações.